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Daniel VorcaroO caso Banco Master

Dinheiro das aposentadorias / SP

Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC)

Regime próprio de previdência municipal · Cajamar (SP) · ente: Município de Cajamar

Documentado CNPJ 02.675.642/0001-16

Valor aplicado não é prejuízo. Saldo numa data não é o total aplicado. Os números abaixo não são somados entre si: cada um tem sua natureza, data e fonte.

Aplicações documentadas

DataInstrumentoExposiçãoEmissor · distribuidor · gestorValor aplicadoEvidência
26 out. 2023Letra financeiraDiretaBanco MasterR$ 35 mi[evid]
15 dez. 2023Letra financeiraDiretaBanco MasterR$ 25 mi[evid]
20 mar. 2024Letra financeiraDiretaBanco MasterR$ 27 mi[evid]

Saldo, resgates, bloqueio e perda

NaturezaData de referênciaValorBase / quem afirmaEvidência
Sem saldo, resgate ou perda documentados até a última verificação.

Perda reconhecida oficialmente: não localizada nas fontes consultadas.

Cobertura do Fundo Garantidor de Créditos

Sem cobertura do FGC — Letras financeiras sem cobertura do FGC segundo reportagens; comunicado do FGC não lido. [evid]

Quem decidiu, quem nomeou, quem fiscalizou

Cada pessoa aparece com o papel que o documento mostra. O governador ou prefeito em exercício é contexto: só aparece como autor de ato quando há documento desse ato.

PessoaPapelAtoDataEvidência
Danilo Joan — prefeito de Cajamar (em exercício durante as aplicações, 2023-10 a 2024-03) — PSD na data — PP atual, desde 2026Chefe do Executivo do ente na data (contexto, não autor da aplicação)Prefeito durante as aplicações (ago/2023 a mar/2024), segundo o Metrópoles; não foi alvo da operaçãoout. 2023[evid]
Danilo Joan — prefeito de Cajamar (em exercício durante as aplicações, 2023-10 a 2024-03) — PSD na data — PP atual, desde 2026Chefe do Executivo do ente na data (contexto, não autor da aplicação)Prefeito em exercício na data (mandato 2021-2024, após mandato-tampão iniciado em 2019); não foi alvo da operação; nenhuma fonte lida o liga a autorização, assinatura ou votoout. 2023 a mar. 2024[evid]
Luiz Henrique Miranda Teixeira — diretor-executivo do IPSSC (Cajamar)Dirigente na ocasiãoDiretor-executivo do IPSSCout. 2023[evid]
Milton Marques Dias — diretor administrativo e financeiro do IPSSC (Cajamar)Dirigente na ocasiãoDiretor administrativo e financeiro do IPSSCout. 2023[evid]
Luiz Henrique Miranda Teixeira — diretor-executivo do IPSSC (Cajamar)AssinouInvestimentos 'assinados por eles', segundo o Metrópoles; APRs não examinadasout. 2023[evid]
Milton Marques Dias — diretor administrativo e financeiro do IPSSC (Cajamar)AssinouInvestimentos 'assinados por eles', segundo o Metrópoles; APRs não examinadasout. 2023[evid]
Marcelo Ribas de Oliveira — responsável pela área de benefícios e presidente do comitê de investimentos do IPSSC (Cajamar)AssinouInvestimentos 'assinados por eles', segundo o Metrópoles; APRs não examinadasout. 2023[evid]
Marcelo Ribas de Oliveira — responsável pela área de benefícios e presidente do comitê de investimentos do IPSSC (Cajamar)Membro do comitêPresidente do comitê de investimentos e responsável pela área de benefícios; voto não informadoout. 2023[evid] [evid]

Alertas e pareceres contrários

Em 09/04/2025 (peça de Araras em 10/04/2025), o MPC-SP, por seu procurador Rafael Neubern Demarchi Costa, protocolou representações no TCE-SP pedindo o acompanhamento dos investimentos e da gestão dos RPPS de Araras, Cajamar, Santa Rita d'Oeste, Santo Antônio de Posse e São Roque em títulos do Master, ao todo cerca de R$ 218 milhões, e a explicação dos gestores sobre as medidas de mitigação de risco, como a venda das posições no mercado secundário.

Detalhes da evidência
Fato
9 abr. 2025
Fonte
Procuradoria do MPC-SP faz alerta sobre Institutos de RPPS que investiram milhões em instituições financeiras questionáveis — Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, 14 abr. 2025
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
A nota diz protocoladas em 09/04; a representação de Brodowski (nota 63) diz 09/05/2025, aparentemente erro de digitação: as peças lidas são de 09 e 10 de abril. Antes da liquidação (18/11/2025) o MPC já apontava risco reputacional e de solidez do Master.
Confirmam
Representações do MPC-SP ao TCE-SP sobre os RPPS de Araras, Cajamar, Santo Antônio de Posse, São Roque e Santa Rita d'Oeste (investimentos em títulos do Banco Master e fundo Texas)
Citados
Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Rafael Neubern Demarchi Costa
Estado
Documentado

O MPC-SP, com base em APRs publicadas pelo Instituto de Previdência de Cajamar, registrou três aplicações em letras financeiras do Master: R$ 35 mi em 26/10/2023 (venc. 26/10/2031, IPCA + 7,00%, APR 116-2023), R$ 25 mi em 15/12/2023 (venc. 15/12/2031, IPCA + 6,50%, APR 154-2023) e R$ 27 mi em 20/03/2024 (venc. 20/03/2034, IPCA + 7,00%, APR 019-2024), total de R$ 87 mi, cerca de 15,36% da carteira.

Comprovado por documentoFonte: Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) · original (abre em nova aba)representação de Cajamar, fls. 2 (tabela) e 3-4 (percentual)#f02b-cajamar-aplicacoes-mpc
Detalhes da evidência
Fato
26 out. 2023
Fonte
Representações do MPC-SP ao TCE-SP sobre os RPPS de Araras, Cajamar, Santo Antônio de Posse, São Roque e Santa Rita d'Oeste (investimentos em títulos do Banco Master e fundo Texas) — Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) (Rafael Neubern Demarchi Costa (procurador)), 9 abr. 2025
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
A tabela e do MPC, extraída das APRs publicadas pelo instituto (as APRs não foram abertas pelo projeto). O percentual e da carteira na data da consulta do MPC (dados do Ministério até 20/03/2025). Não informa saldo atual, distribuidor nem emissor além do Master.
Citados
Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), Banco Master, Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo
Estado
Documentado

Em nota de 14/04/2025, a 1ª Procuradoria do MPC-SP informou representações ao TCE-SP (protocoladas em 09/04/2025) sobre letras financeiras do Banco Master em cinco institutos de previdência paulistas, com base no CADPREV: Araras (R$ 29 milhões), Cajamar (R$ 87 milhões, mais de 15% da carteira), Santa Rita d'Oeste (R$ 2 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e São Roque (R$ 93,15 milhões, mais de 18% da carteira, em menos de seis meses), total aproximado de R$ 218 milhões.

Detalhes da evidência
Fato
9 abr. 2025
Fonte
Procuradoria do MPC-SP faz alerta sobre Institutos de RPPS que investiram milhões em instituições financeiras questionáveis — Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP), 14 abr. 2025
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
É a nota institucional do MPC-SP, não a íntegra das representações (lidas pela F02b). Os valores são de face na compra, tomados do CADPREV pelo MPC; DAIR não examinados. Aplicado não é saldo nem perda. O MPC alerta sobre risco, não afirma ilícito.
Citados
Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Banco Master, Serviço de Previdência Social do Município de Araras, Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), Instituto de Previdência Municipal de Santa Rita d'Oeste, Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (Iprem), Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de São Roque (São Roque Prev)
Estado
Revisado

O MPC-SP pediu ao TCE-SP o acompanhamento dos investimentos e da gestão dos cinco institutos e esclarecimento dos gestores sobre medidas de mitigação (como venda das posições no mercado secundário), com fundamento no art. 43, §1º, da Lei de Responsabilidade Fiscal e no art. 6º, parágrafo único, I, da Lei 9.717/1998; o procurador menciona a crise reputacional e a questionada solidez patrimonial do Master desde o último trimestre de 2024.

Detalhes da evidência
Fato
9 abr. 2025
Fonte
Procuradoria do MPC-SP faz alerta sobre Institutos de RPPS que investiram milhões em instituições financeiras questionáveis — Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP), 14 abr. 2025
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Jornais (JB e Metrópoles) falam em alerta já em 2024 e em pedido de acompanhamento de abril de 2024; a nota de 14/04/2025 não confirma o alerta de 2024. Conflito de datas registrado no relatório.
Citados
Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Banco Master, Rafael Neubern Demarchi Costa
Estado
Documentado

Providências posteriores

Em 13/05/2026, a PF deflagrou a Operação Off-Balance sobre a aplicação de recursos do IPSSC de Cajamar, com seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e São Paulo, por ordem da 9a Vara Criminal Federal de São Paulo; pessoas ligadas a previdência foram afastadas dos cargos e tiveram bens bloqueados; a PF apura gestão temerária e fraudulenta.

Confirmado por fontes independentesFonte: Justiça Federal (9a Vara Criminal Federal de São Paulo)descrito em fonte:f02b-congressoemfoco-2026-05-13-cajamar#f02b-cajamar-operacao-off-balance

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
13 maio 2026
Fonte
Decisão da 9a Vara Criminal Federal de São Paulo que autorizou a Operação Off-Balance (IPSSC Cajamar) — Justiça Federal (9a Vara Criminal Federal de São Paulo), maio 2026
Acesso
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Consulta
17 out. 2026
Limites
Medidas cautelares; decisão não examinada. As reportagens divergem em detalhes: só o Metrópoles nomeia os gestores. Brasil de Fato fala em 'fundos de alto risco' sem identificar ativos.
Confirmam
Alvo da PF culpou regulação federal após fazer aportes no Master; Operação da PF mira aplicações da previdência de Cajamar (SP) em fundos associados ao Banco Master
Citados
Polícia Federal, Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC)
Estado
Documentado

Segundo a ICL Notícias, uma ação judicial sobre o fundo previdenciário de Cajamar pediu explicações ao instituto; a Justiça negou cautelares mais duras e determinou a apresentação de documentos; a reportagem cita o investimento como 12% do patrimônio.

Detalhes da evidência
Fato
jan. 2026
Fonte
Aportes no Master colocam fundos de previdência sob investigação em seis estados — ICL Notícias (Adriana Cardoso), 21 jan. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Tipo de ação, juízo, data e autor não informados. O percentual de 12% diverge do MPC-SP (15,36%) e da PF (19,56% com Daycoval): ver conflito.
Citados
Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC)
Estado
Documentado

Em nota assinada por Marcelo Ribas, então presidente do comitê de investimentos, o IPSSC atribuiu a responsabilidade a falha sistêmica do aparato de regulação federal (Banco Central, CVM e Secretaria de Previdência), disse que não trabalha com a premissa da perda e que buscara o ressarcimento integral; em 21/11/2025 afirmou que os investimentos seguiram rigorosas cautelas legais e análises técnicas.

AlegadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção 'Nota do instituto'; nota de 21/11/2025 em fonte:f02b-brasildefato-2026-05-13-cajamar#f02b-cajamar-nota-instituto

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
21 nov. 2025
Fonte
Alvo da PF culpou regulação federal após fazer aportes no Master — Metrópoles (Vinicius Passarelli), 13 maio 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Declaração do próprio instituto, não verificada; não há resposta posterior a operação de 13/05/2026.
Confirmam
Operação da PF mira aplicações da previdência de Cajamar (SP) em fundos associados ao Banco Master
Citados
Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), Marcelo Ribas de Oliveira
Estado
Documentado

Segundo o BNews SP (31/01/2026, informação atribuída à CNN Brasil), o Ministério Público de São Paulo abriu investigações sobre as aplicações dos institutos de Cajamar, Araras, Santo Antônio de Posse e Santa Rita d'Oeste no Master, com as representações encaminhadas ao TCE; apura se os aportes, formalmente dentro do limite de 20%, representam risco ao patrimônio previdenciário; Araras e Cajamar afirmaram estar adotando providências e garantiram os pagamentos.

Detalhes da evidência
Fato
jan. 2026
Fonte
Banco Master na mira do MP: investimentos da previdência são apurados em SP — BNews São Paulo (informações atribuídas à CNN Brasil) (Ana Caroline Alves), 31 jan. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Fonte secundária e de segunda mão (CNN não aberta). A reportagem confunde, em parte, o MPSP com o MPC-SP; não indica promotoria, tipo de procedimento nem número. Não se sabe se existe inquérito civil do Ministério Público estadual distinto das representações do MPC.
Citados
Ministério Público do Estado de São Paulo, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), Serviço de Previdência Social do Município de Araras, Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (Iprem), Instituto de Previdência Municipal de Santa Rita d'Oeste
Estado
Documentado

Investigações e processos

Respostas dos envolvidos

Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC) (21 nov. 2025): O instituto afirma que os investimentos seguiram cautelas legais e análises técnicas, que a situação do banco não afeta aposentadorias, e atribui a responsabilidade a falha sistêmica dos órgãos federais de regulação (BC, CVM e Secretaria de Previdência); busca ressarcimento integral.
Município de Cajamar (jan. 2026): Afirmou estar adotando providências para proteger os aposentados e garantiu que não haverá interrupção nos pagamentos (a reportagem não distingue prefeitura e instituto).

Documentos

O que ainda não se sabe

  • a PF fala em R$ 107 mi em quatro letras (R$ 87 mi Master e cerca de R$ 20 mi Daycoval, que não é exposição ao Master)
  • nenhuma posição, saldo, resgate ou perda localizada
  • APRs, atas do comitê e consultoria contratada não identificadas
  • ato de nomeação dos dirigentes não localizado
  • reportagens com R$ 112 mi apareceram em buscador e não foram lidas
  • decisão da 9a Vara Criminal Federal não examinada
  • partido do prefeito na data (out/2023 a mar/2024): PSD (reportagem de 11/2025) e PP (eleição de 2026) divergem; sem fonte contemporânea
  • reportagem do Metrópoles de 13/11/2025 trata de investigação da Polícia Civil sobre contratos da prefeitura, sem menção ao Master: caso paralelo, não vinculado a este registro

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