Pular para o conteúdo
Daniel VorcaroO caso Banco Master

Instituto de previdência (RPPS)

Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (Iprem)

Documentado CNPJ 10.625.602/0001-98 · Santo Antônio de Posse / SP

Ver a ficha previdenciária: aplicações, saldo, perda e cadeia decisória →

Principais fatos

O MPC-SP registrou duas aplicações do Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse em letras financeiras do Master: R$ 5 mi em 22/04/2024 (venc. 20/04/2034, IPCA + 7,10%) e R$ 2 mi em 03/05/2024 (venc. 03/05/2034, IPCA + 7,14%), total R$ 7 mi, cerca de 6,73% da carteira.

Comprovado por documentoFonte: Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) · original (abre em nova aba)representação de Santo Antônio de Posse, fls. 2 (tabela)#f02b-sap-aplicacoes-mpc
Detalhes da evidência
Fato
22 abr. 2024
Fonte
Representações do MPC-SP ao TCE-SP sobre os RPPS de Araras, Cajamar, Santo Antônio de Posse, São Roque e Santa Rita d'Oeste (investimentos em títulos do Banco Master e fundo Texas) — Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (1a Procuradoria de Contas) (Rafael Neubern Demarchi Costa (procurador)), 9 abr. 2025
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
O percentual de 6,73% vem da reportagem ICL (fonte:f02b-icl-2025-11-24-prefeituras-sp), não da peça do MPC lida; o correio de Minas cita 6,48% em outro momento. APRs não abertas.
Confirmam
PF investiga aporte milionário de município paulista no Banco Master
Citados
Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (Iprem), Banco Master, Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo
Estado
Documentado

Relações documentadas

Cronologia

Outras evidências que citam esta entidade

Segundo a PF, o Iprem de Santo Antônio de Posse aplicou R$ 13 milhões em três letras financeiras, todas intermediadas pela Genial Investimentos: R$ 6 mi do Banco Daycoval em 16/10/2023 (venc. 17/10/2033), R$ 5 mi do Master em 22/04/2024 (venc. 20/04/2034) e R$ 2 mi do Master em 03/05/2024 (venc. 03/05/2034); a parcela do Master e R$ 7 mi.

Fonte únicaFonte: Justiça Federal (9a Vara Federal de Campinas)descrito em fonte:f02b-metropoles-2026-04-23-sap-moral-hazard#f02b-sap-daycoval-genial

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em 23/04/2026, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim na Operação Moral Hazard, com medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens decretadas pela 9a Vara Federal de Campinas.

Confirmado por fontes independentesFonte: Justiça Federal (9a Vara Federal de Campinas)descrito em fonte:f02b-metropoles-2026-04-23-sap-moral-hazard e fonte:f02b-tmc-2026-04-23-sap-moral-hazard#f02b-sap-operacao-moral-hazard

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

A PF aponta como investigados no caso de Santo Antônio de Posse Hortencio Lala Neto (diretor-presidente e gestor de recursos a época, proponente das APRs nas atas dos comitês), Marlene Maria Vieira Bassani (supervisora de gestão), com participação 'ativa e determinante' no processo decisório, e Maria de Lourdes Villalva, Helio Augusto Moraes e Tatiana Feliz dos Reis (membros do Comitê de Investimentos).

Fonte únicaGraveFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção 'Investigados e dirigentes'#f02b-sap-investigados

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Em nota de 14/04/2025, a 1ª Procuradoria do MPC-SP informou representações ao TCE-SP (protocoladas em 09/04/2025) sobre letras financeiras do Banco Master em cinco institutos de previdência paulistas, com base no CADPREV: Araras (R$ 29 milhões), Cajamar (R$ 87 milhões, mais de 15% da carteira), Santa Rita d'Oeste (R$ 2 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e São Roque (R$ 93,15 milhões, mais de 18% da carteira, em menos de seis meses), total aproximado de R$ 218 milhões.

A Polícia Federal deflagrou em 23/04/2026 a Operação Moral Hazard sobre a aplicação do Iprem de Santo Antônio de Posse em letras financeiras do Master, por alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social: foram alvos o ex-diretor-presidente, a ex-supervisora de gestão, três integrantes do comitê de investimentos e o próprio Iprem, com afastamento de funções públicas e bloqueio de bens determinados pela Justiça Federal.

Segundo relatório de setembro de 2025 citado pelo Correio Braziliense, o Iprem de Santo Antônio de Posse tinha R$ 8,2 milhões em letras financeiras do Master; a prefeitura informa que o montante investigado é de R$ 7 milhões, aplicado em 2024 em título de dez anos.

O Fator informa que a exposição do Iprem de Santo Antônio de Posse equivalia a 6,48% dos ativos, acima do limite de 1% da política de investimentos, e que o instituto disse em novembro de 2025 ter aplicado R$ 7 milhões em 2024, valor diferente do apurado pela PF (cerca de R$ 13 milhões).

O Metrópoles (27/04/2026) diz que a Crédito e Mercado recomendou as aplicações ao Iprem de Santo Antônio de Posse, e que a PF, segundo fontes, investiga se as recomendações foram irregulares; a empresa afirma que a decisão final é exclusiva dos gestores e comitês dos RPPS e que não foi notificada pela operação.

ContestadoFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção sobre o papel da firma#f12-sap-credito-mercado-recomendou
Crédito & Mercado (consultoria de investimentos; razões sociais citadas: Crédito & Mercado Gestão de Valores Mobiliários Ltda; Crédito e Mercado Engenharia Financeira; Crédito e Mercado Consultoria de Investimentos; Crédito & Mercado de Valores Mobiliários) (27 abr. 2026): Diz que as decisões finais de investimento são exclusivas dos gestores e comitês dos RPPS e que não foi notificada por nenhuma autoridade sobre a operação; a defesa do CEO diz que ele nunca trabalhou na Plena, absorvida pela empresa em 2019, e entrou dois anos depois.

Segundo o BNews SP (31/01/2026, informação atribuída à CNN Brasil), o Ministério Público de São Paulo abriu investigações sobre as aplicações dos institutos de Cajamar, Araras, Santo Antônio de Posse e Santa Rita d'Oeste no Master, com as representações encaminhadas ao TCE; apura se os aportes, formalmente dentro do limite de 20%, representam risco ao patrimônio previdenciário; Araras e Cajamar afirmaram estar adotando providências e garantiram os pagamentos.

O que ainda não se sabe

  • as reportagens grafam o município como Santo Antonio da Posse em alguns trechos

id permanente: org:iprem-santo-antonio-posse