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Daniel VorcaroO caso Banco Master

Biblioteca documental

Servidores do BC orientaram Vorcaro antes de reunião com Campos Neto que autorizou compra do Will Bank

Tribuna do Sertão (Agência O Globo) · 12 set. 2026

Documentado Fonte secundária

Acesso pelo projeto
Íntegra examinada pelo projeto
Consultado em
17 out. 2026
Endereço original
https://tribunadosertao.com.br/poder-e-governo/2026/09/12/977729-servidores-do-bc-orientaram-vorcaro-antes-de-reuniao-com-campos-neto-que-autorizou-compra-do-will-bank
Notas
Republicação da Agência O Globo. O título afirma que a reunião «autorizou» a compra, mas o corpo não demonstra isso. Assinatura (Malu Gaspar) não confirmada. Original do O Globo não aberto.

O que este documento sustenta no acervo

Relatórios da PF tornados públicos pelo ministro André Mendonça apontam que Vorcaro pagou mesada e benefícios aos ex-dirigentes do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana em troca de orientação informal (consultoria): segundo a Itatiaia, US$ 8 mil em espécie por pacote de parques na Disney e pagamentos a Belline que superariam R$ 760 mil segundo mensagem de dezembro de 2023 de Fabiano Zettel; segundo a Agência O Globo, mensalidades de R$ 500 mil a Belline por contratos fictícios e viagem a Paris. A PF concluiu que os dois «extrapolaram significativamente» suas funções.

AlegadoGraveFonte: Rádio Itatiaia · original (abre em nova aba)seções «Valores», «Período» e «Nomes e papéis»#f01-pf-pagamentos-servidores-bc
Daniel Vorcaro (ago. 2026): Em depoimento à PF (sexta-feira, 28, mês inferido de resumo da própria página), segundo a Revista Oeste, Vorcaro negou ter dito que pagou diretores do BC; admitiu ter oferecido serviço de concierge a Paulo Sérgio Neves de Souza na viagem da família à Disney, que descreveu como «agrado» e não pagamento, e disse que enviar minutas de documentos do Master a diretores do BC era prática para evitar problemas com o regulador. Disse não lembrar se houve reembolso. A reportagem não traz posição dos advogados.
Belline Santana (4 maio 2026): Os advogados de Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, segundo o Let's Money (a partir do Valor), dizem que a decisão final sobre as aquisições era da área de Organização do Sistema Financeiro. Não foi localizada resposta específica às acusações de recebimento de mensalidades e benefícios.

Segundo a PF (relatada pela Agência O Globo), em 21/12/2023 Paulo Sérgio Neves de Souza enviou a Vorcaro pontos para reunião com o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, sugerindo apresentar a compra do Will Bank como cheia de sinergias; em 05/02/2024 passou argumentos para reunião com o diretor de Fiscalização Ailton Aquino dos Santos; e em 02/10/2025 Belline Santana criou um grupo de mensagens «Master» com os dois e Vorcaro.

AlegadoGraveFonte: Tribuna do Sertão (Agência O Globo) · original (abre em nova aba)seção «Dates» e «Will Bank and the Campos Neto meeting»#f01-pf-orientacao-reuniao-will
Daniel Vorcaro (ago. 2026): Em depoimento à PF (sexta-feira, 28, mês inferido de resumo da própria página), segundo a Revista Oeste, Vorcaro negou ter dito que pagou diretores do BC; admitiu ter oferecido serviço de concierge a Paulo Sérgio Neves de Souza na viagem da família à Disney, que descreveu como «agrado» e não pagamento, e disse que enviar minutas de documentos do Master a diretores do BC era prática para evitar problemas com o regulador. Disse não lembrar se houve reembolso. A reportagem não traz posição dos advogados.

O Banco Central liquidou instituições da Reag (gestora de fundos usados em operações do Máxima/Master) em 15/01/2026; a Reag Trust (hoje CBSF) é citada com liquidação na mesma data. A acusação em curso sustenta que fundos geridos pela Reag foram usados em fraudes do Máxima, e o fundador João Carlos Mansur passou a ser investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Confirmado por fontes independentesFonte: Metrópoles · original (abre em nova aba)seção «Reag»#f01-reag-liquidada

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é apontado pela Agência Pública como dono de fundos que compraram participações (como a fatia dos irmãos de um ministro do STF no resort Tayayá, por R$ 6,6 milhões) e, em reportagem de O Globo, como intermediário de pagamentos a servidores do BC; foi preso na 3ª fase da Compliance Zero (04/03/2026).

AlegadoGraveFonte: Agência Pública · original (abre em nova aba)seção «Nomes e papéis»#f01-fabiano-zettel-papel

id permanente: fonte:f01-tribunadosertao-2026-09-12-will