Segundo o Correio do Estado, as aplicações dos institutos de MS no Master foram indicadas pela Crédito e Mercado Consultoria de Investimentos, empresa sediada em São Paulo que, segundo a reportagem, captou recursos em prefeituras de todo o país, inclusive Campo Grande; em Angélica a captação teria sido feita por ela.
Depois da PF, agora o MPMS investiga instituto que aplicou no Master
Correio do Estado · Neri Kaspary · 20 jun. 2026
Documentado Fonte secundária
- Acesso pelo projeto
- Íntegra examinada pelo projeto
- Consultado em
- 17 out. 2026
- Endereço original
- https://correiodoestado.com.br/cidades/envolvido-com-o-master-instituto-de-previdencia-e-investigado-por/468398/
- Notas
- O texto tem inconsistências internas apontadas na leitura (datas do Diário Oficial do MP, ano de nomeação, valores de outro município no trecho de Itaquiraí). Usar apenas os dados de Angélica, Fátima do Sul, Jateí, São Gabriel do Oeste e Campo Grande, que coincidem em ordem de grandeza com as outras fontes.
O que este documento sustenta no acervo
O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Angélica (IPA) aplicou cerca de R$ 2 milhões em letras financeiras do Master em 2024; relatórios do próprio instituto registram R$ 2.081.746,89 em novembro de 2024 (5,09% da carteira) e R$ 2.276.887,05 em agosto de 2025 (4,80%).
O MPMS converteu uma 'notícia de fato' em inquérito civil sobre suposto nepotismo na prefeitura de Angélica, ampliado após informação de que o IPA e presidido por Gilvan Pegorari Carvalho, cuja esposa foi nomeada pelo prefeito para outra secretaria, e de que um sobrinho do prefeito exerce cargo de comando no instituto; Gilvan ainda não atuava no IPA na época da aplicação.
O Iprefsul (Fátima do Sul) aplicou R$ 7 milhões em letras financeiras do Master em 2024, o maior valor entre os institutos de MS; o saldo era de R$ 8,093 milhões em setembro de 2025, cerca de 15% das aplicações do instituto; a reportagem não informa resgates nem perdas.
Jateí aplicou R$ 2,5 milhões (saldo de R$ 2,837 milhões em setembro de 2025, 6,7% das economias) e São Gabriel do Oeste aplicou R$ 3 milhões (saldo de R$ 3,430 milhões, 4,14%) no Master; o diretor do fundo de Jateí, Luciano Francisco da Silva, disse que a decisão foi pública, que a aplicação foi do ano anterior e que não sabe por que a gestão anterior escolheu o banco; o instituto de São Gabriel do Oeste (SGO Prev) tem diretoria própria e independente, segundo a prefeitura.
O Correio do Estado informa que Campo Grande e São Gabriel do Oeste obtiveram bloqueios judiciais, mas o dinheiro segue indisponível; no caso de Campo Grande, a Justiça autorizou em dezembro de 2025 a compensação de valores com repasses de consignados ao Credcesta (braço de crédito consignado do Master).
O IMPCG, de Campo Grande, aplicou R$ 1,2 milhão em letras financeiras do Master, com resgate previsto para 2029; o saldo era de R$ 1.394.952,90 (2,77% da carteira, ata de julho de 2025) e de R$ 1,413 milhão em setembro de 2025.
Tacuru (MS) aplicou mais de R$ 2 milhões no fundo Texas, com o maior prejuízo entre três municípios de MS que investiram em fundos ligados ao Master; o saldo seria de cerca de 10% do valor aplicado; o prefeito Rogerio Torquetti (PSDB) disse que o município vai arcar com o valor.
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