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Daniel VorcaroO caso Banco Master

Consultoria

Tirreno (consultoria)

Documentado

Principais fatos

Texto de análise do Poder360 sustenta que a KPMG (balanço até dezembro de 2024) e a PwC (que assumiu a auditoria em 2025) deram chancela a demonstrações que incluíam R$ 19,5 bilhões em cotas de fundos avaliadas por modelos internos; que o balanço do 1º semestre de 2025 nunca foi publicado, porque a liquidação veio antes; e que R$ 6,7 bilhões em consignados seriam fictícios, originados pela consultoria Tirreno, com amostra do BC de 30 CPFs sem valor recebido.

Fonte únicaGraveFonte: Poder360 (texto especial) · original (abre em nova aba)seções «Auditorias e pareceres» e «Valores citados»#f01-auditorias-fundos-tirreno
Detalhes da evidência
Fato
2025
Fonte
4 auditorias deram OK para os balanços do Master e da Reag — Poder360 (texto especial) (Marcio Aith), 25 jan. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Texto opinativo assinado. O valor de R$ 19,5 bilhões em fundos e a ênfase da KPMG são confirmados no parecer (evidência de documento). Já os R$ 6,7 bilhões em consignados fictícios e a amostra de 30 CPFs vêm de reportagem do Poder360 de 23/12/2025, não aberta; a Pública diz que a PF afirma ter sido a Tirreno criada por Vorcaro e ter vendido créditos ao BRB. Alegação não demonstrada em decisão. Resposta de Vorcaro não localizada. PwC não tem registro neste conjunto.
Citados
KPMG Auditores Independentes Ltda., Banco Master, Tirreno (consultoria), Banco Central
Estado
Documentado

A Agência Pública relata que, segundo a PF, a Tirreno seria empresa de fachada criada por Vorcaro que vendeu créditos ao BRB (R$ 12,2 bilhões), e que o BRB comprou carteiras de crédito inexistentes do Master desde julho de 2024, negócios que chegaram a R$ 12 bilhões segundo a PF.

AlegadoGraveFonte: Agência Pública · original (abre em nova aba)linhas de julho de 2024 e seção «Valores-chave»#f01-tirreno-pf-brb
Detalhes da evidência
Fato
jul. 2024
Fonte
Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República — Agência Pública (Thiago Domenici), 9 mar. 2026
Acesso
Íntegra examinada pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Alegação da PF, relatada por imprensa; relatórios não examinados. R$ 12,2 bilhões (operações com indícios de fraude, segundo a PF) são parte dos cerca de R$ 16,7 bilhões repassados pelo BRB ao grupo entre julho de 2024 e outubro de 2025 (Brasil de Fato); os números têm naturezas distintas e não podem ser somados. A cadeia decisória é matéria da frente F03.
Confirmam
Preso, Vorcaro depõe à PF nesta quinta (15) sobre negócios entre Banco Master e BRB
Citados
Tirreno (consultoria), Banco Master, BRB - Banco de Brasília S.A., Daniel Vorcaro, Polícia Federal
Estado
Documentado

O relatório da PF reproduz resultado de auditoria do BC sobre as carteiras da Tirreno ('empresa de fachada controlada pela Cartos', segundo a PF) e conclui que as carteiras cedidas ao BRB eram inexistentes ('Nenhum crédito sequer pode ser confirmado'). Do total de R$ 12,2 bi em CCBs do Master adquiridas pelo BRB, R$ 4,05 bi foram comprados depois de questionamentos do BC sobre a originadora dos créditos. O BRB assinou TAC com o BC em 10/02/2025.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
Detalhes da evidência
Fato
2025
Fonte
'Nenhum crédito sequer pode ser confirmado', diz PF sobre Master e BRB — Poder360, 11 set. 2026
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Alegação da PF, não decisão judicial. O próprio Poder360 ressalva que o documento do BC não afirma expressamente que a conclusão abrange todos os R$ 12,2 bi. A matéria não traz datas das compras nem o objeto do TAC.
Citados
BRB - Banco de Brasília S.A., Banco Master, Tirreno (consultoria), Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A., Banco Central, Polícia Federal
Estado
Revisado

Segundo relatório confidencial do grupo de trabalho do BRB (concluído em 19/05/2025), entre 24/12/2024 e 24/04/2025 o Master assinou 26 contratos com a Tirreno que somam R$ 6,347 bi em preços de compra e vendeu essas carteiras ao BRB por R$ 11,530 bi.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Detalhes da evidência
Fato
24 dez. 2024 a 24 abr. 2025
Fonte
Como grupo de trabalho descobriu que BRB era passado para trás pelo Master — Metrópoles (coluna de Demetrio Vecchioli) (Demetrio Vecchioli), out. 2026
Acesso
Trecho examinado pelo projeto
Consulta
17 out. 2026
Limites
Documento interno do BRB não examinado. Valores de venda ao BRB são contratados/cedidos; a reportagem não afirma quanto foi efetivamente pago nem liquidado. Diferença de R$ 5,18 bi entre compra pelo Master e venda ao BRB e cálculo do projeto sobre os dois números da matéria; a matéria não a chama de prêmio.
Citados
BRB - Banco de Brasília S.A., Banco Master, Tirreno (consultoria)
Estado
Documentado

Operações e pagamentos

Relações documentadas

  • Contrato Banco Master — Entre 24/12/2024 e 24/04/2025 o Master assinou 26 contratos de compra de carteiras da Tirreno e revendeu ao BRB (segundo o GT do BRB). (24 dez. 2024 a 24 abr. 2025) [evid]
  • Sociedade Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. — A PF afirma que a Cartos controla a Tirreno; a Cartos nega qualquer relação. (set. 2026) [evid]

Outras evidências que citam esta entidade

Segundo o mesmo relatório, o GT do BRB foi formado em 26/02/2025 e passou a questionar o Master em 02/04/2025; em 08/04/2025 verificou 47 contratos de 15 pessoas, dos quais 8 existiam; em 29-30/04/2025 o tesoureiro do Master confirmou que parte dos contratos vinha de outra instituição; em 02/05/2025 o nome Tirreno apareceu por escrito; em 05/05/2025 o Master enviou contratos da Tirreno e o BC mostrou que ela não era autorizada a operar como instituição financeira. Em fins de 2024 e ao menos três vezes em jan-fev/2025 o Master pediu ao BRB a devolução de carteiras vendidas, oferecendo substituição.

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Segundo documentos da Compliance Zero, o BRB pagou R$ 6,7 bi pelos créditos e R$ 5,5 bi a título de prêmio, entre janeiro e maio de 2025, num conjunto de R$ 12,2 bi de créditos que, segundo indícios do BC, não existiam. Em amostra de 30 clientes o BC não ligou nenhum contrato vendido ao BRB a um pagamento ao tomador; em quatro dias de janeiro de 2025 houve 182 mil operações para 151 mil pessoas concentradas em 12 valores por dia.

ContestadoGraveFonte: Jovem Pan (coluna de Bruno Pinheiro) · original (abre em nova aba)seções Valores, Amostra e Operações#f03-bc-auditoria-12-2bi-jovempan

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

Daniel Vorcaro (2025): Segundo o Metrópoles, Vorcaro teria dito ao STF que o BRB nunca pagou de fato pelas carteiras. Em carta divulgada em 13/10/2026 disse querer falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.

Segundo a PF, o BRB transferiu cerca de R$ 17 bi ao Master na compra de carteiras de crédito e cerca de R$ 12,2 bi eram títulos sem valor (CCBs derivadas de consignados inexistentes gerados pela Tirreno). A PF classifica as operações como de finalidade contábil imediata, sem fundamento econômico. O BRB declara que seus ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.

AlegadoGraveFonte: Diário de Cuiabá (Folhapress) · original (abre em nova aba)seções Valores e Natureza dos valores#f03-pf-17bi-folhapress

Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.

O BRB confirmou prejuízo de R$ 2,6 bi em títulos da Tirreno e provisão total de R$ 8,8 bi; os ativos adquiridos do Master somam R$ 21,9 bi segundo a matéria, e R$ 6,2 bi (diferença entre 8,8 e 2,6) seriam títulos que o BRB considera frágeis, supervalorizados ou com indícios de fraude. Em 09/06/2026 o presidente Nelson de Souza disse na CAE do Senado que o provisionamento funciona como reserva para evitar a quebra e que ao menos R$ 8,8 bi dos R$ 30 bi em títulos comprados do Master podem estar perdidos, dos quais R$ 2,6 bi sem lastro.

Confirmado por fontes independentesFonte: Correio Braziliense · original (abre em nova aba)seções Valores e O que o BRB confirmou#f03-brb-prejuizo-2-6-provisao-8-8

O que ainda não se sabe

  • Existência, atividade e controle não demonstrados em fonte primária; as qualificações («fachada», «fábrica de créditos») são da PF/imprensa.
  • Resposta não localizada.
  • Descrita pela PF como empresa de fachada controlada pela Cartos; a Cartos nega qualquer relação. Controle e estrutura societária não verificados em registro societário.
  • Segundo a PF, controlador e Henrique Peretto (Folhapress via Diário de Cuiabá, não incluído em pessoas por ser tema da F01).

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